Diamantes: um presente do Universo


Descobre o que faz dos diamantes tão especiais neste, e noutros mundos.


Os diamantes têm lugar privilegiado nos corações - e adereços - da humanidade. No caso dos diamantes, falamos de um cliché verdadeiramente intemporal.

Mas afinal, o que os torna tão especiais? Como se originam? Onde estão eles no planeta? Existem diamantes “carbon-zero”? Continua a ler para ficares a conhecer mais sobre esta extraordinária pedra preciosa.

Um cristal tão resistente quanto frágil.

O diamante é o mais duro metal de ocorrência natural. Nenhum diamante pode ser riscado por outro mineral ou substância, excepto por outro diamante.


Este metal precioso só pode ser gerado na presença de vários átomos de carbono submetidos a altíssimas pressões e temperaturas. Tipicamente, os diamantes são amarelos, castanhos, cinzas ou incolores. Os diamantes translúcido-branco e azuis, entre outras variações, são mais raros, e, por isso, mais valiosos.


Curiosamente, os diamantes são também incrivelmente frágeis! Uma vez que são compostos por carbono puro, eles podem inflamar, tal como a grafite, e podem ser dissolvidos em certos ácidos. A sua composição geralmente octaédrica também fragiliza a sua constituição.

A maior jazida do Mundo foi originada por um asteroide!

A maior jazida de diamantes do Mundo encontra-se na Rússia e conta com 10 vezes mais diamantes do que qualquer outra jazida conhecida no planeta. Mais precisamente, situa-se numa cratera com 35 milhões de anos, originada pela queda de um enorme meteoro na superfície terrestre. Os diamantes terrenos podem ter, por isso, uma origem espacial. Não porque foi o asteroide que trouxe este minério, mas porque a alta pressão e calor gerada no impacto possibilitou a formação deste metal raro.

Fig. 1 - Jazida do Kremlin, Rússia.


O diamante “Matryoshka”

Um dos mais raros diamantes do mundo foi encontrado na Sibéria. Mede menos de 5 cm de diâmetro, mas possui uma cavidade interna que contém outro diamante com cerca de 1 cm3. Daí ter sido designado de Matryoshka, em homenagem às bonecas russas.


Fig. 2 - O diamante Matryoshka - possui um diamante dentro de si mesmo.

O diamante não “brilha”! Reflecte, refracta e dispersa luz.

O que é relevante entender aqui é que o diamante não produz luz própria, e por isso não emite raios luminosos a não ser que incida sobre ele alguma luz adjacente. O aparente brilho dos diamantes deve-se simplesmente à reflexão, refracção e dispersão dessa luz incidente - um fenómeno designado decomposição luminosa.


Quando um raio de luz branca incide sobre a face de um diamante, este raio sofre refração e dispersa as cores que o constituem, originando as várias cores do arco-íris.


A razão pela qual o diamante “brilha” mais do que outras pedras preciosas é precisamente o seu elevado índice de refração para a luz, o que facilita a dispersão e reflexão interna dos raios luminosos.


Curiosidade: Os diamantes não só recebem luz, mas também reflectem o “escuro”, daí ser possível observar, por vezes, um padrão desencontrado entre claro e escuro nas suas faces.

Sendo assim, a Rihanna estava a ser poética na tão repetida frase “shine bright like a diamond” do álbum Unapologetic… Porém, quando fala em “diamonds in the sky”, a história é outra. Existem estrelas no nosso Universo que parecem ser feitas de um diamante do tamanho do nosso planeta! Falaremos sobre isso mais tarde.



Os diamantes são eternos?

Ao contrário do que pensava o autor do filme 007 “Diamonds are forever”, sabemos hoje que o carbono definha com o tempo, pelo que este material deixou de ser reconhecido como “eterno”. Ainda assim, qualquer diamante dura mais do qualquer ser humano, e, nesse sentido, podemos dizer que os diamantes são imortais, comparados à duração das nossas vidas...

No mundo das pedras preciosas, nem tudo são rosas.

Não te entusiasmes já com a ideia de possuir um anel de diamante. A extracção de metais preciosos no planeta representa a exploração de um material finito no nosso planeta, sendo esta indústria, por definição, insustentável. Para além disso, a extração de minérios envolve uma pegada de carbono altíssima devido às suas maquinarias pesadas e ao uso de explosivos. Finalmente, e talvez mais grave ainda, esta é uma actividade complacente com injustiças laborais e exploração infantil.

Felizmente, hoje já existem marcas vendedoras de diamantes produzidos em laboratório, que, em termos físicos, são idênticos aos diamantes naturais. Porém, estes diamantes dependem da indústria fóssil, não sendo, por isso, uma opção completamente “limpa” em termos ambientes.


Mas não te entristeças já! Há uma alternativa recente que nos parece aliciante…


Diamantes Green

A empresa Aether Diamonds comercializa diamantes gerados a partir do reaproveitamento do carbono excedente da nossa atmosfera. Através de um processo super complexo de extração do carbono e pressurizações ao nível atómico, conseguimos, hoje, no espaço de 3 semanas, produzir uma pedra preciosa a partir do ar!

Se comprares um diamante destes, não só estarás na posse de um cristal raríssimo, como a sua produção é excelente para o meio ambiente.

Estes diamantes revolucionários são hoje conhecidos como “carbon-negative diamonds”.

 

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